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Visita ao mercado, um dos itens da sua lista é o leite.
As embalagens terão uma etiqueta inteligente que armazena a data de validade e o preço. Quando pega no leite na prateleira, ela pode mostrar a data de validade específica daquele produto ou a informação poderia ser enviada sem fio para o seu e-mail ou telemóvel celular. O leite e todos os outros itens que pegou na loja são calculados automaticamente quando passar pela porta, que possui um leitor de etiquetas embutido. As informações da compra são mandadas para o seu banco, que deduz o total da compra da sua conta. Os fabricantes dos produtos recebem informação que os comprou e os computadores da loja saberão exactamente quanto de cada produto precisa ser pedido.
Uma vez em casa, coloca o leite no frigorífico, que também é equipada com um leitor. Esse frigorifico inteligente é capaz de rastrear todos os produtos nele guardados. Pode também rastrear os alimentos que utiliza, com que frequência os repõe e pode avisar quando aquele leite e outros alimentos perderem a validade. Os produtos também são rastreados quando forem deitados ao lixo ou colocados para reciclagem. Quando isso acontecer, o seu frigorifico pode colocar leite na sua lista de compras, ou pode programá-la para fazer o pedido desses itens automaticamente. Para esse sistema funcionar, cada produto precisará de um número exclusivo.
O MIT's Auto-ID Center (Centro de Auto-identidades do MIT), criado há alguns anos, está a desenvolver um identificador de Código Electrónico de Produto (EPC) que pudesse substituir o UPC. Cada etiqueta inteligente poderia conter 96 bits de informação, incluindo o nome do fabricante, o nome do produto e um número em série de 40 bits. Usando esse sistema, uma etiqueta inteligente iria comunicar com uma rede, chamada de Object Naming Service (Serviço de Títulos de Objetos). Essa base de dados devolveria a informação sobre o produto e direccionaria para o computador do fabricante. As informações armazenadas nas etiquetas inteligentes seriam escritas numa Product Markup Language - PML (Linguagem de Marcação do Produto), que é baseada na Extensible Markup Language - XML (Linguagem de Marcação Extensível). A PML permitiria que todos os computadores se comunicassem com qualquer sistema de computador de forma similar a que os servidores Web lêem Hyper Text Markup Language - HTML (Linguagem de Marcação de Hipertexto), a linguagem comum usada para criar páginas na Web.
Os investigadores acreditam que as etiquetas inteligentes estar disponíveis nos seus produtos de consumo favoritos em breve.
Bem-vindo ao mundo das etiquetas inteligentes!